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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Divisão entre tempos

Andando por qualquer lugar
Em qualquer que seja à hora
Aquela sensação incondicional
Simplesmente me acala 

Na paralisação mortal do instante 
Sem um movimento que possa
Se aproximar do proveito humano

Olho a meu lado 
Meus olhos são surpreendidos 
Pela visão do nada indecifrável 
Olho para traz e novamente

Tomo-me como uma suposição do imaginário
Na indecisão da descrição 
Além surgem reflexos compreendidos 

Então, sou conquistado pela 
Incompreensão da certeza estagnada
Percebo que o sombrio 
Seguindo meus passos errôneos
Era uma simples imagem sobre o exagero 
De aquele ser que se tornei  

À frente, seguia algo
Com olhos vendados 
Com audição fragilizada 
Com as pernas totalmente bambas 
Eu estava no encalço do auge
Da indecisão de quem serei 

Perdido na instabilidade
Em meio à transição de tempos 
No tênue rúptivel de minha alma 
Sinto que sou o único sobre 
Pleno poder da suprema decisão