Eu sou a
igualdade de duas formas completamente distintas.
Eu sou o
imaginável que vivo a imaginar.
Eu sou eu e
nem sequer sou alguém.
Eu sou a
paixão entre os inimigos.
Eu sou a
criança e o velho.
Eu sou a
imensidão do universo.
Eu sou um anjo
sem regra alguma.
Eu sou um mero poeta!
Eu tenho ódio
de ter nascido eu.
Mas eu nasci
e eu me amo.
O mundo sem
mim seria um interminável nada.
Eu sou o
sucessor e o antecessor do poeta que nunca escreveu um poema.
Eu sou o
poeta que vive dentro de mim.
Que costuma guarda
rancor de si próprio.
Eu sou um senhor
obscuro.
Eu sou uma visão para os que não veem.
Eu sou um
ruído para os que não ouvem.
Eu sou uma fala
na boca dos que não falam.
Eu sou um senhor
enigmático sem visão, sem audição e sem
fala.
Mas no final
de tudo eu não sou ninguém.
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