De que devo ter medo
Do escuro que cega meus olhos
De algo que assombra minhas noites
Devo temer o que conheço
Ou que habita em meu imaginário
Os segredos que nunca foram ouvidos
Ou as certezas que não foram ditas
Devo temer a solidão
Na noite que nunca acaba
Ou falsos convívios que me
deixam ainda mais só
Que medo é esse?
Que surgi do nada
Sem me deixar qualquer esclarecimento
Que me faz anormal por temer
o que parece ser comum
Esse medo que me faz irreconhecível
Que em algumas ocasiões
É o único em que posso confiar
O medo que confunde meus pensamentos
E alivia minha mente perante a incerteza
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